O silêncio não percebe que estou
aqui e me ignora, sem a piedade, de saber se tenho fome ou medo. E me recluso
no casulo da auto-aflição, pelo prazer de me sentir coitado. É muito fácil ser
frágil, ter pena de nós mesmos. Difícil é atar os sapatos, percorrer as ruas,
sem deixar que o sol seque os nossos sentimentos.
sexta-feira, 16 de maio de 2014
quinta-feira, 24 de abril de 2014
A história e a memória
É no pausar da tua respiração que
me encontro. Neste pequeno sossego de tuas ideias, quando olhas para o lado
evitando contato, com medo de que tudo regresse outra vez.
quarta-feira, 16 de abril de 2014
Terça-Feira
E no acordar da manhã, antes mesmo do bom dia, você já sente.
Aquele será um dia difícil de ser terminado.
sexta-feira, 28 de março de 2014
A demência da idade, do tempo e do afeto.
Nós nos sentíamos homens, enquanto
tragávamos dois maços de cigarros por dia. Mas eu sabia que era um merda e você me achava um
gênio. O lado bom, é que vez ou outra eu acreditava no que você dizia. Eu
escrevi textos bons na época que você me amava, mas isso faz tanto tempo. E
desde lá eu me tornei ruim como escritor e muito mais como pessoa. Não sei bem o que, mas sinto que perdi, alguma coisa pelo caminho.
quinta-feira, 27 de março de 2014
Planos
Os cômodos da
casa parecem espaços enormes, e mesmo assim eu esbarrando nos móveis da sala. Chegar até a
porta leva anos. O brilho intenso deu lugar a luz opaca. Hoje eu entendi, porque o sol é uma estrela morta.
Eu não sabia que você tinha tantos planos de ir embora.
sexta-feira, 21 de março de 2014
Tua confusão
Não temos pudor ou vaidade. O
amor soa mais limpo se sincero. Te digo o que digo, porque de fato sinto,
porque as palavras jorram. Te explico errado, porque errado sou e sabes muito
bem que nasci do avesso. Por isso te protejo, pra que me ame do jeito que me vê,
mas para que não fique igual a mim.
sexta-feira, 14 de março de 2014
Livre
E o vento caberá no espaço das asas de um pássaro. Para sair assim voando feito menino, enfim, liberdade.
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