Parecia estranho, mas paramos de envelhecer, como se deus soubesse que bastava, que a esta altura já havíamos sido muito castigados. Nossas mãos aos poucos perderam as rugas e o sol com o tempo rejuvenescia nosso corpo. As palavras pararam de ser mal interpretadas, como se agora soubessem de si. Nesta época quase tocamos um pedaço torto da felicidade. Chegamos perto de muita coisa e nos distanciamos de tantas outras, principalmente daquelas que não precisávamos. Eu me lembro muito claro por tudo que passei até aqui, mas nunca passei por nada assim. Posso dizer sem engano, perto do fim, a vida devolve tudo que damos, ou talvez seja apenas outono.
quinta-feira, 21 de março de 2013
terça-feira, 5 de março de 2013
Nós tendemos ao fracasso
Isto não me
surpreende, tomei cafés piores que este e vim aqui pra te dizer que esqueça o que ouviu falar lá
fora, não há amor na guerra, nem paz no coração. E é até compreensível que algumas pessoas amarrem explosivos ao peito ou se atirem de cima dos prédios. Não é fácil, não foi, nunca será. Estamos arruinados, encare isso, ou fuja sempre do próprio destino.
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
O lado de dentro
Eles tem medo da força da nossa carne. Do jeito que
retomamos sempre a vontade de tentar. Não sabemos ao certo de onde isso tudo
vem, apenas que é de dentro, de um emaranhado de ideias tão confuso quanto as
nossas veias.
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
Desatentos
Se pudesse eu te faria olhar para o lado, pra você ver o que
eu estou vendo agora. Mas não sei pra onde você olha, nem o que quer daquele lado da
estrada. E eu também olhando torto, não vejo os sinais que você tenta dar. E a gente
segue assim, errando-se um do outro, desatento, sem nunca se encontrar.
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
A fórmula
Acho que encontramos alguma fórmula, onde a felicidade se renova, de 24 em 24 horas. A vida não é uma ciência exata e nós sabemos bem disso. Que é na curva que a gente se encontra, no atalho, nos desvios do caminho.
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
Florescer
Sem
surpresas desta vez, você chegará e eu estarei em casa, à espera do abraço ou
de um raio. Saiba que o molho de chaves continua embaixo da planta que você
me deu e desde então as folhas pararam de crescer. Por mais que eu regue, têm coisas que não florescem, assim sozinhas.
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
Pequenos recordatórios
Fez lembrar a tua marca primeira, aquela
que vinha antes da nossa história. Quando a gente mal se conhecia e mesmo assim
sabia, que iria se casar.
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