sexta-feira, 23 de setembro de 2011

A quem pertence

Seria eu? Me vendo no reflexo dos teus olhos, que agora mareados brilham em lágrima. Me desdobrando e sendo queimado no fundo da tua retina, para ser gravado na história das tuas imagens. O instante exato em que presencio o presente virar passado e brota no canto da alma o nascimento de uma recordação. Ou,  talvez nem chegaste a me ver, fosse um equívoco e você estaria a observar o sol poente, que no fim desta tarde vem dormir às minhas costas. Não saberei ao certo nunca, se era a mim que pertencia aquele olhar.



quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Dono do tempo


E em vão querer respostas, como se pudesse exigir da vida explicações. Ela não nos deve nada e a melhor parte disso, é que nós também não devemos nada a ela. Sou dono do meu tempo e nele agora costuro mais um ponto, pra nascer amanhã em linha nova.

domingo, 18 de setembro de 2011

Pequeno amor

Das memórias que guardo, tu sabes, que é da tua que mais gosto.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Você, desejo e vontade.

Teu rosto estampado no rosto de todos os estranhos. A esquina que me chama, no nome de qualquer rua, que desaparece nas casas que poderiam ser a tua. Eu procurando e sendo vítima de qualquer vontade, querendo que meu amor agora more em qualquer semblante. Ele só quer alguém pra ser seu cúmplice, condenados a uma vida juntos. O desejo de algo pra chamar de seu.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Que a tua falta sirva de aviso

Das desculpas que não pedi, os pecados que sei que sou culpado. Hoje vem um abraço em forma de perdão, pra me absolver de qualquer sorriso que deixei de dar. Alegria afoga aquela mágoa boba que não quer ir. E deixa passar a saudade, renascida na forma de aviso, que todo sentimento muda. E a gente acorda sem culpa, por saber que nunca parou de amar.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

31

Sou estrada de passagem, sem escala pra morar. Sou só viagem, nessa vida que é só partida. Na felicidade, um caminho só de ida. Na distância eu vejo um começo sem destino, meu norte é o horizonte, que agora se rende ao último sol de agosto.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Em ti, penso tanto

Das pernas que não se movem, os passos que já não são dados. Vejo o caminho afastar-se e nele alguém vai embora. Se agora desaprendo a andar, tenho medo e sei, que no amanhã ninguém vai caminhar por mim. O futuro quase sempre me assusta, principalmente o nosso.