quinta-feira, 26 de junho de 2014

Ego

E atravesso e me atravessa, a rua sem setas e sem sinais. O tempo lento vermelho dos semáforos, o andar perdido na faixa de pedestres. A pressa selvagem das buzinas dos carros. Todos só querem saber de si, que quase ninguém viu, quando o semáforo abriu e começou tudo outra vez.

terça-feira, 17 de junho de 2014

Por hora

Botar as coisas no lugar. Dar nome a tudo. Entender o que de fato as coisas são.

terça-feira, 3 de junho de 2014

Amour

Se fosse te pedir uma só coisa, seria pra que tudo voltasse a ser como era no início, só que para sempre.

sexta-feira, 16 de maio de 2014

O sentimento me ignora

O silêncio não percebe que estou aqui e me ignora, sem a piedade, de saber se tenho fome ou medo. E me recluso no casulo da auto-aflição, pelo prazer de me sentir coitado. É muito fácil ser frágil, ter pena de nós mesmos. Difícil é atar os sapatos, percorrer as ruas, sem deixar que o sol seque os nossos sentimentos.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

A história e a memória

É no pausar da tua respiração que me encontro. Neste pequeno sossego de tuas ideias, quando olhas para o lado evitando contato, com medo de que tudo regresse outra vez.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Terça-Feira

E no acordar da manhã, antes mesmo do bom dia, você já sente. Aquele será um dia difícil de ser terminado.

sexta-feira, 28 de março de 2014

A demência da idade, do tempo e do afeto.

Nós nos sentíamos homens, enquanto tragávamos dois maços de cigarros por dia. Mas eu sabia que era um merda e você me achava um gênio. O lado bom, é que vez ou outra eu acreditava no que você dizia. Eu escrevi textos bons na época que você me amava, mas isso faz tanto tempo. E desde lá eu me tornei ruim como escritor e muito mais como pessoa. Não sei bem o que, mas sinto que perdi, alguma coisa pelo caminho.