sexta-feira, 7 de maio de 2010

Gratificação

É evidente, todos gostam de ser reconhecidos, seja pelo que fizeram, pelo que são ou pelo que aparentam ser. De um modo ou de outro nós no fundo de nossas mentes estamos na busca de atenção, claro você pode não ser aquele ser obsecado por holofotes, mas isso não significa que ser gratificado é apenas supérfulo, ou sem importância, por mais blaze que você seja e isso verdade seja dita está na moda.

Hoje todos querem mostar que não ligam para nada e que são donos de seus próprios narizes, mas essa tentativa frustrada de independência utópica soa mais falso do que se resignar e aceitar nossa condição humana de procuradores de espelho, onde só queremos enxegar o reflexo dos que se dizem entendedores, o admirar tem seu papel, para aprender temos de nos moldar a partir do outro, mas você ter de ser quem não é, sorrir para quem não gosta e abraçar sem sentimento para ser gratificado e "aceito" nos preenche de vazio e nos leva a crer que mais do que essência, temos de ter aparência, é isso que buscamos?

Pense o mundo ao seu redor a partir de um prisma de lógica, por exemplo as vezes está calor, mas você não pode usar uma bermuda, afinal você está trabalhando e o regulamento interno não permite que ande com roupas "esporte", que mal há em andar de bermuda, você não irá desrespeitar a etiqueta, que etiqueta? para que serve isso, nos classificar, rotular, a cada lugares que vamos são saltos, brincos, maquiagens carregadas, gravatas, camisas abotoadas, enfim uma vida encomoda, a custo de que? fazer parte de algo, mas será que revogar nossa liberdade de ser faz sentido?

Abrimos mão de nosso bem estar para que sirvamos de modelo, para que outras pessoas façam o mesmo e que para todos façam igual, estar fora dos padrões para algumas pessoas é muito frustrante, afinal elas precisam de gratificação.

Hoje irei trabalhar de bermuda e chinelo, espero não ter de explicar tudo isso ao meu chefe.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Um tempo atrás

É incrivel como mudamos rapidamente de aparência.
Estava em casa solto as traças sem nada para fazer e resolvi então relembrar os velhos álbuns mofados de familia. Poder rir um pouco das esquisitices de cada época e pode ter certeza coisas estranhas não faltam.

A primeira coisa que você irá notar nesta sua aventura pelo passado é a lista de óbitos, quase metades das pessoas retratadas naquelas fotos já descansam em paz, o primo de não sei quem, o tio avô da tia fulana, sempre existe aquele parente distante que só sua mãe conheceu que já bateu as botas, mas sério nunca diga que não lembra desta pessoa, pois pode causar revolta em seus familiares, "como você não lembra guri, te carregava no colo de um lado para o outro!!!", então nestes casos se você não se lembra mesmo, pense duas vezes antes de tocar no assunto.

A melhor parte nas fotografias são as que seus pais aparecem, geralmente com aquele corte de cabelo meio chitãozonho e Xororó, depois disso você vai achar que esses anos a mais até fizeram bem a eles e as rugas já não tem tanta importância. Agora triste mesmo é quando vem as suas fotos, pior ainda quando no seu caso você pesava meros 110 quilos, andava sempre de camisa abotoada e cabelos minuciosamente penteados para trás com é claro, aquele velho gel brilho molhado.

No início os fatos ou melhor as fotos são um tanto chocantes, mais ao longo das páginas se torna mais satírico o folhear de fotografias e logo logo você irá entrar no clima e vai parar de criticar e se resumir a debochar dos viventes, isso inclui você.

Lhes digo é uma experiência renovadora e até reveladora, isso mostra como não nos percebemos muitas vezes como realmente somos, ou éramos, mas felizmente as fotos de um tempo atrás estão ai para nos recordar.

divirtam-se, ou não.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

O melhor filme de nossas vidas

Que bom seria se pudessemos separar apenas o que ocorreu de bom em nossas vidas, nos inclinarmos a olhar apenas os bons acontecimentos, as vitórias pessoais, as coisas que deram certo e por um instante ser omisso a tudo que deu errado e vem dando.

Imagine um filme somento com lembranças prazerosas, o primeiro presente, o melhor abraço, passar no vestibular, aprender a andar de bicicleta, os amores, os beijos, os afagos e tudo aquilo que te fez continuar andando até o dia de hoje.

Um lugar sem frustrações, sem problemas, onde é muito antes da época que surjem os compromissos, as obrigações, onde viveremos para ser felizes e que temos a certeza que ninguém nos fará mal, onde esperamos o dia seguinte com a ansiedade da mesma criança que entra na loja de brinquedos, um mundo que tenha os mais belos dias que já ousamos sonhar.

Se em retalhos perdidos de tempo que tiramos de nossos dias mofados pudessemos escolher o melhor que aconteceu diante de nós e fizessemos disso um filme, o melhor filme de nossas vidas, talvez, e só talvez agradeceríamos a vida que temos.

A única certeza é que seria um curta metragem, afinal viver não á tão fácil quanto nos filmes.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

A sua arte

Cada pessoa interpreta o mesmo acontecimento de forma diferente, sendo assim, nós naturalmente possuímos opiniões divergentes sobre os mesmos assuntos.

Eu posso adorar jogar futebol, outra pessoa pode achar muito irracional onze marmanjos correndo atrás de uma bola, ele pode adorar ler “crepúsculo” e eu posso achar a leitura mais fútil, de mau gosto e sem sentido que existe.

São seis bilhões de pessoas no mundo e acredite ou não, nenhuma igual a outra e mesmo assim você vai escutar alguns lhe dizendo “Cara, como você gosta dessa merda?!”, “Meu que lixo é esse!!!”, até aí tudo bem, pois provavelmente essas palavras foram proferidas por seus amigos, apenas tirando onda com a sua cara.

Num belo dia você vai assistir um filme, o qual vai achar fantástico, falará sobre ele e irá descobrir que os críticos acharam ele medíocre, que os “formadores de opiniões” disseram que era o maior abacaxi dos últimos 30 anos. Vai ser por que alguém não gosta das mesmas coisas que você que irá mudar seus gostos, irá apenas olhar os velhos jargões que todo pseudo cult recomenda assistir, apenas para ter uma opinião que convém aos outros admirar.

A maior dádiva que possuímos é notarmos em cada momento o valor especial que ele proporciona em nós, especial e único, se existem todas os sons, estilos e formas, foi por que alguém ousou, e com certeza em seu início foi combatido.

Não existe pensamento correto, caminho verdadeiro e sim somente a nossa arte, a minha arte, a sua arte.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Eles são iguais

Todos caminham pela rua fria, o vento lhe corta e estranhamente você gosta.

Pessoas passam, parecem ir a tantos lugares, mas você sabe que não vão a lugar algum. Inocência deles que imaginam estar caminhando de encontro ao futuro e não enxergam que sua vida é um retrocesso, as mesmas noticias em doses diárias que te levam a letargia.

É sempre o mesmo filme, um flashback do dia anterior, só mudam os números, talvez mais mortes, talvez menos, é claro isso depende do número de cifrões. Você pode acreditar que tudo está melhorando e que a direção que escolhemos é a correta, ou saber que cada dia que transpomos é apenas mais um passo em direção ao abismo e que cada dia a mais, é sim um dia a menos.

As vezes prefirimos o conforto da esperança, o que soa como trair-se, porque para quem descobre a verdade uma só vez, a mentira já não possui mais o mesmo gosto, ela corrói sua consciência tal qual o ácido que escorre dos piores venenos.


Será melhor se entregar aos iguais e pensar o mundo da mesma forma que todos seguem, ou ler o universo paralelo que nos cerca onde os acontecimentos realmente se configuram e nos mostram que as atitudes que tomamos e que baseamos como importantes são no mínimo irrelevantes e as verdades simples que ignoramos como sendo fúteis ou sem sentido, são as verdadeiras razões que edificam nossas almas.

Acredite, ou não, a metafísica está aí...

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Correr, pra que?

Minha vida está num curso rápido.

É difícil acompanhar tudo o que está acontecendo e eu sinceramente não sei se o rumo no qual estou, é onde queria estar.

Tomei algumas atitudes precipitadas, essa impulsividade me mata às vezes.

Paro e penso, correr pra que?! certas horas forçamos tanto para algumas coisas acontecerem que acabam perdendo seu tempo certo, o curso natural que deverim tomar.

Não me arrependo de nada, mas realmente tenho que aprender essa tal misteriosa técnica de pensar duas vezes.




Só isso.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

A estupidez em ser honesto

É uma bela manhã de sol, o sujeito se encaminha para o trabalho, tudo corre normalmente, ele segue pedalando pelas avenidas com sua Monarq barra circular de freio torpedo e cores vibrantes.

Seu destino é o trabalho, como não poderia deixar de ser, ele é apenas mais um em um milhão se encaminhando para mais um dia de lida.

Chega ao seu ganha pão e deixa sua bicicleta nos fundos do prédio, cujo este possui um estacionamento, ele desce lentamente, fita a porta de entrada, respira fundo e se prepara para mais um dia de labuta.

As horas transcorrem rapidamente, o sujeito termina o dia exausto e imagina sua cama como uma miragem enquanto atravessa a soleira da porta, dirigi-se ao estacionamento e ao se deparar com o local onde haveria de estar sua bicicleta, o espanto, ela não estava mais lá e como num ato reflexo pronuncia as palavras derradeiras de seu final de dia "ME FODI", um colega que passava ao largo pergunta o que havia acontecido.

O pobre trabalhador narra todo seu trajeto de casa até o trabalho, o local onde havia deixado sua bicicleta e a forma como encontrou apenas um espaço vazio no momento em que iria voltar para casa flutuando com sua magrela sobre as ruas da cidade. O colega pergunta ao sujeito se ele havia cadeado a bicicleta e o pobre homem apenas diz "Não" e o seu colega sem pestanejar lhe diz"Mais é bem burro!" e sai rindo da cara do inocente trabalhador como se ele tivesse cometido a maior estupidez dos últimos cem anos.


São coisas assim que acontecem todo os dias que me fazem pensar que realmente o mundo não tem mais volta.

O cidadão vai calmamente para o trabalho imaginando como será seu dia, como será seu trabalho e depois de mais uma luta extenuante contra seu chefe só pensa em voltar para casa, sem esperar que um infeliz vá lhe roubar sua bicicleta, seu meio de transporte. Se já não bastasse ainda tem de escutar a injúria de ser chamado de asno.

O ser humano bom em toda sua ingenuidade não vê empecilho algum em deixar algo seu num estacionamento sem passar correntes, pois sabe o que é seu de direito.
Mas neste mundo onde a justiça é encontrada apenas no dicionário não podemos mais viver como pessoas civilizadas e quando tentamos somos chamados de burros. Pensem comigo, burro é o senhor que é roubado, porque esqueceu de trancafiar sua bicicleta como se fosse um saco de dinheiro?
Temos de mudar nossos conceitos, ou quando um cara for assaltado no semáforo iremos dizer "A mais ele estava com o vidro aberto hora bolas"

As coisas demoram a melhorar, mais pioram facilmente, que mudem as atitudes, idéias e gestos, antes que seja tarde e achem que roubar os que ainda acreditam em honestidade, seja pleno direito dos ladrões.